terça-feira, 18 de outubro de 2011

ARTHUR AUGUSTO, O MEU PRINCIPE NA GAIOLA...um vencedor...

 Eu estava, em uma reunião com os diretores da empresa em que trabalhava, quando senti dores horriveis, fui direto para o hospital...meu filho nasceu na sala de pré-parto...eu nem senti...parto normal...2k350...de 07 meses.
Tudo o que planejamos eu e o genitor, nada saiu como queriamos...ele só chegou no hospital 2horas depois que ele já havia nascido.
O medico, liberou o bebe para o quarto, para eu tentar alienta-lo...não deu certo..ele não tinha forças para sugar, tive que retirar o leite...
Fomos para casa, muita luta para lidar com aquele serzinho...
 Na consulta de 07 dias...uma surpreza...desagradavel; a pediatra pediu por fone uma vaga na UTI, segundo ela meu filho já estava, com os labios sianóticos...e eu sequer percebi...meu bebe estava morrendo...
Os medicos, não me davam qualquer esperança, meu filho estava ictérico no ultimo grau, o baço quase parando, e ele precisava de uma exanguinea...precisamos buscar especialistas, pois as veias eram muito fininhas delicadas...etc...uma luta...
No hospital, havia uma capela, desci para lá e fiz um contrato com Deus, pedi que não levasse o meu filho, e que el poderia ficar, do jeito que fosse, que eu o queria.
Deus, me atendeu, vencemos a batalha contra a morte.
Mais um longo periodo naquele hospital, até meu filho poder sair de lá, com saude...suficiente para encarar o mundo...eu me transformei num zumbi, não comia, não dormia, e não me conformava, com todo aquele sofrimento dele, de injeçoes mil, cabeça raspada, um flagelo.
Muitas lagrimas, muita dor, muita tristesa...mas vencemos...
Eu passei o primeiro ano do meu filho entre dezenas de medicamentos, com horario marcado, super alimentação, tudo muito rigido, muito cronometrado.
Morando numa cidade estranha, sem nenhum parente próximo( e ainda é assim até hoje), sozinha eu e o genitor.
Quando numa consulta de rotina ao pediatra, ele nos comunica, que faria um encaminhamento para o hospital Sarah Kubistichek , para o instituto de paralisia cerebral.
Foi um choque, ambos ficamos imobilizados, eu e o genitor; mas porque?
O pediatra respondeu, repare, seu filho já tem 10 meses e não segura a cabeça, é hipotonico...como eu ia saber?
Era meu primeiro filho, aquilo tudo era novo para mim, enfim fomos para a missão Sarah.
Foi um dia, muito cruel, muito dificil, lembro-me como se fosse hoje, a médica da equipe me perguntando; maezinha voce não percebe que seu filhinho é diferente?
CONTINUA...




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